Todo início de ano carrega escolhas. Algumas são evidentes, outras quase imperceptíveis, mas é nelas que o planejamento se materializa ao longo do tempo.
No erriá, as decisões se acumulam no desenho que antecede a obra, no teste de um encaixe, na escolha de uma matéria, no modo como um objeto toca o corpo ou como um espaço responde ao uso. São decisões que não buscam efeito imediato, mas constroem sentido aos poucos, no tempo do fazer.
conheça
a estante almirante
É nesse território que peças como o Porta-Treco e a Estante Almirante se formam. Não como soluções pontuais, mas como sínteses desse raciocínio contínuo. No primeiro, um gesto mínimo organiza a chegada à casa sem impor uma forma fixa. No segundo, uma estrutura precisa admite movimento, edição e reconfiguração constante, permitindo que o espaço seja reescrito pelo uso. Em ambos, o projeto permanece ativo, sem se encerrar no desenho, aberto à vida cotidiana.
conheça
o porta treco
Ao longo de 2026, seguimos aprofundando esse modo de pensar. A relação entre ideia e matéria, entre intenção e uso, entre gesto projetual e habitar continua sendo o eixo central do nosso trabalho. O que se amplia é a liberdade de acompanhar essas relações em todo o seu percurso, do traço ao objeto, do objeto ao espaço, do espaço ao cotidiano.
O olhar se volta com ainda mais atenção aos processos, aos desenhos que organizam o pensamento, à marcenaria em construção, aos detalhes que sustentam a forma antes que ela se revele por inteiro. Decisões como a mobilidade de um painel, a escolha de um encaixe ou a modularidade de um sistema deixam de ser bastidores e passam a integrar a narrativa do projeto.
Ao mesmo tempo, o cotidiano ganha espaço como confirmação desse raciocínio.
Os rituais silenciosos, o corpo em movimento, as marcas de uso que se inscrevem na matéria não representam desgaste, mas pertencimento.
São sinais de que o espaço encontrou seu ritmo.
Entre essas escalas, do mobiliário à casa, do detalhe ao conjunto, o que nos interessa é a coerência do percurso. Como um mesmo modo de pensar atravessa contextos distintos sem perder precisão. Como decisões tomadas cedo seguem reverberando quando o espaço já está em uso.
As referências continuam entrando de forma orgânica. Viagens, exposições, deslocamentos e imagens não aparecem como capítulos à parte, mas como extensões naturais do olhar. Tudo o que observamos fora retorna, de algum modo, ao que construímos dentro.
Neste início de ano, abrimos também essas camadas de projeto com mais profundidade no site. As novas páginas do Porta-Treco e da Estante Almirante reúnem processo, intenção e uso, um convite para acompanhar de perto como essas decisões se constroem e permanecem.
Aqui expandimos nosso horizonte: um ano atento às escolhas que moldam o espaço antes mesmo de ele existir e às que continuam atuando depois que ele passa a ser vivido.
Que 2026 se construa assim:
no tempo, na matéria, no gesto.
Seguimos no tempo das decisões.




