O tempo
das coisas
Há um tipo de arquitetura que se impõe de imediato. Outra, mais rara, prefere se deixar perceber aos poucos. Não se anuncia, se constrói no tempo.
É esse processo que guiou o erriá no último ano: passamos a organizar nossa produção recente em uma narrativa contínua, não como uma sequência de projetos isoladas. O que esteve em curso não foi apenas a apresentação de projetos, peças ou espaços concluídos, e sim a tradução em imagem e texto do tempo das coisas: o da escuta, da matéria, do corpo, do espaço. Um percurso que entende o projeto como algo que se forma por camadas e não por saltos.

a casa
habitada
A Residência Sagitarius revela uma arquitetura que se fortalece no encontro entre rotina e presença. O projeto se concretiza na interface entre a precisão dos gestos - as circulações amplas, a luz alinhada às superfícies, a marcenaria que estrutura o espaço com naturalidade - e a rotina de quem ali habita.

O que permanece quando a forma se transforma
No erriá, o design de mobiliário não surge de uma necessidade de preencher o espaço, mas de entendê-lo. De perceber o peso, o toque, a temperatura, e traduzi-los em forma. Cada peça nasce como extensão da arquitetura, como parte de um mesmo pensamento que atravessa escalas: do corpo à casa, da estrutura ao detalhe.

Corpo em movimento,
obra em processo
No erriá, planejar o espaço não se limita a proporções e cronogramas: é encontrar o espaço em transição - observar como a matéria se organiza, como a luz atravessa o vazio e como o detalhe anuncia a vida que virá. Assim como o acompanhamento de uma obra, se permitir experimentar novas espacialidades, seja em uma feira de design, em museus, ou em exposições, tornam-se um modo de pensar arquitetura para além do projeto.








