MATÉRIA
E MEMÓRIA:

ENTRE PEDRA,
METAL E TEMPO

MATÉRIA
E MEMÓRIA:
ENTRE PEDRA,
METAL E TEMPO

RESIDÊNCIA
NOVA YORK

São Paulo, 2024

130m2 (finalizado)

Colaboradores: Roberta Alecrim

Construtora: MSD Construção

Fotos: Miti Sameshima

Entre tons e texturas, uma nova leitura do essencial.

O projeto de decoração teve como ponto de partida a estética já determinada na entrega do apartamento: piso de madeira, textura cimentícia e paredes de tijolo cerâmico definem a base neutra e sóbria dos ambientes.

A proposta consistiu em compor sobre essa base uma nova leitura, equilibrando tons frios e quentes na escolha dos tecidos, mobiliários e elementos de marcenaria desenhados sob medida.


O layout foi pensado de acordo com a rotina do cliente, que valoriza momentos de receber, além de integrar o interior à vista externa proporcionada pelo imóvel.

Residência clodomiro

Residência
clodomiro

São Paulo, Brasil
2025
200m²
Colaboradores: Roberta Alecrim e Francisco Lecan
Engenharia: Laer Engenharia
Fotos: João Prado

São Paulo, Brasil
2025
200m²
Colaboradores: Roberta Alecrim
e Francisco Lecan
Engenharia: Laer Engenharia
Fotos: João Prado

A Residência Clodomiro foi concebida para acolher uma vida cotidiana madura, construída ao longo de décadas por alguém que conhece seus próprios hábitos, interesses e formas de habitar. A partir dessa base, o projeto interpreta essas demandas por meio de um repertório arquitetônico próprio, transformando observações, memórias e desejos em relações espaciais, materialidades e percursos.

O projeto nasce da observação desses rituais já consolidados: receber, percorrer a casa, trabalhar, cozinhar, colecionar objetos e conviver com memórias acumuladas ao longo do tempo. O objetivo não está apenas em acomodar esses usos, mas em construir uma arquitetura capaz de dar forma, clareza e continuidade às experiências que os sustentam.

A Residência Clodomiro foi concebida para acolher uma vida cotidiana madura, construída ao longo de décadas por alguém que conhece seus próprios hábitos, interesses e formas de habitar. A partir dessa base, o projeto interpreta essas demandas por meio de um repertório arquitetônico próprio, transformando observações, memórias e desejos em relações espaciais, materialidades e percursos.

O projeto nasce da observação desses rituais já consolidados: receber, percorrer a casa, trabalhar, cozinhar, colecionar objetos e conviver com memórias acumuladas ao longo do tempo. O objetivo não está apenas em acomodar esses usos, mas em construir uma arquitetura capaz de dar forma, clareza e continuidade às experiências que os sustentam.

Slide 1

Eixos de circulação, armazenamento e permanência estruturam a organização da residência. Presentes na paginação dos pisos, na estante e no desenho da marcenaria, eles estabelecem uma base capaz de dar ordem à diversidade de referências, obras e coleções presentes na casa.

Essa estrutura silenciosa organiza os percursos, orienta o olhar e cria um contraponto à riqueza de informações acumuladas ao longo do tempo, permitindo que objetos, memórias e usos cotidianos coexistam dentro de uma mesma lógica espacial.

Eixos de circulação, armazenamento e permanência estruturam a organização da residência. Presentes na paginação dos pisos, na estante e no desenho da marcenaria, eles estabelecem uma base capaz de dar ordem à diversidade de referências, obras e coleções presentes na casa.

Essa estrutura silenciosa organiza os percursos, orienta o olhar e cria um contraponto à riqueza de informações acumuladas ao longo do tempo, permitindo que objetos, memórias e usos cotidianos coexistam dentro de uma mesma lógica espacial.

O processo criativo foi conduzido por uma questão central: como construir um ambiente capaz de acolher os rituais de receber sem comprometer a fluidez e a amplitude do espaço?

A resposta surgiu na articulação entre diferentes momentos da vida social da casa. Bar, cozinha, jantar e estar foram pensados como situações complementares, conectadas por uma sequência espacial contínua. Ao mesmo tempo, o projeto constrói enquadramentos que conduzem o olhar para dois elementos que definem a experiência do lugar: a paisagem urbana que se revela pelas janelas e a coleção de objetos reunida pelo morador ao longo dos anos.

O processo criativo foi conduzido por uma questão central: como construir um ambiente capaz de acolher os rituais de receber sem comprometer a fluidez e a amplitude do espaço?

A resposta surgiu na articulação entre diferentes momentos da vida social da casa. Bar, cozinha, jantar e estar foram pensados como situações complementares, conectadas por uma sequência espacial contínua. Ao mesmo tempo, o projeto constrói enquadramentos que conduzem o olhar para dois elementos que definem a experiência do lugar: a paisagem urbana que se revela pelas janelas e a coleção de objetos reunida pelo morador ao longo dos anos.

conheça mais sobre
o processo criativo

A sobriedade dos materiais reforça essa intenção. A arquitetura estabelece uma base visual estável, capaz de acomodar a diversidade de objetos, obras e referências presentes na residência sem competir com elas.

A pedra cinza tornou-se um dos elementos estruturadores do projeto. A partir dela, desenvolve-se uma paleta marcada por tons minerais, superfícies contínuas e contrastes contidos. O aço inox acompanha essa neutralidade cromática, enquanto a madeira sucupira introduz calor e profundidade.

Planos brancos criam pausas visuais e ajudam a equilibrar a densidade material do conjunto. O resultado é uma atmosfera que absorve referências urbanas e industriais sem perder a escala doméstica, permitindo que arquitetura, arte e cotidiano convivam em equilíbrio.

A estante atravessa os ambientes sociais e estabelece continuidade entre diferentes momentos da casa. Ao mesmo tempo em que organiza percursos e enquadra vistas, ela emoldura momentos do cotidiano. Sua presença conecta diferentes situações da casa, funcionando como um elemento de orientação dentro do espaço.

Essa construção material foi fortemente influenciada por referências ligadas a uma estética urbana e industrial e por uma paleta contida. Essas referências aparecem nos tons acinzentados, nos contrastes controlados e na relação direta entre matéria, estrutura e uso.

Há ecos de interiores urbanos marcados pelo metal e pela pedra, filtrados pela escala doméstica e pelas histórias acumuladas ao longo do tempo pelo morador.

As escolhas materiais seguem uma mesma lógica ao longo de toda a residência, adaptando-se às particularidades de cada ambiente sem perder unidade.

Nos quartos, os painéis de madeira acrescentam calor e profundidade à composição, contribuindo para uma atmosfera mais reservada e acolhedora. Nos banheiros, pedra, metal e superfícies contínuas evidenciam o rigor construtivo do projeto, onde matéria, proporção e detalhe atuam de forma integrada.

Entre a cidade e a coleção, entre o rigor da matéria e os gestos do cotidiano, a Residência Clodomiro constrói uma forma particular de habitar: silenciosa, precisa e profundamente conectada à vida de quem ocupa o espaço.

Este é apenas um dos percursos possíveis dentro do projeto.

Outros detalhes sobre seu processo criativo, materialidades e decisões espaciais podem ser explorados no EDITORIAL ERRIÁ.

editorial: Matéria e memória

editorial:
Matéria e memória

DESCUBRA A

EXPERIÊNCIA ERRIÁ

inspire-se
com o ERRIÁ,
mensalmente.

SÃO PAULO

ola@erria.com.br

+55 11 9 6383 2494

MILANO

ciao@erria.com.br

+39 344 5377986

SÃO PAULO

ola@erria.com.br

+55 11 9 6383 2494

MILANO

ciao@erria.com.br

+39 344 5377986

inspire-se
com o ERRIÁ,
mensalmente.